TARÔ: VERDADES E MENTIRAS

 

Respostas às perguntas mais frequentes sobre Tarô

 

 

  • O que é Tarô?

O Tarô é um baralho com 78 cartas divididas em 2 grupos: 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Os 22 arcanos maiores apresentam símbolos e costumam ser conhecidos pelos seus nomes, tais como: Mago, Imperatriz, Morte, dentre outros. Os 56 arcanos menores se assemelham ao baralho comum utilizado para jogos lúdicos, mas não são exatamente iguais, pois possuem 4 cartas a mais. O Tarô pode ser jogado como atividade lúdica (comum na Europa) ou como prática oracular (em leituras e consultas oraculares).

 

  • É verdade que o Tarô funciona?

Sim, verdade, o Tarô funciona. Isso não significa que ele defina seu destino ou determine seus passos, tampouco que você deva acreditar nele. A ótica mística e/ou fatalista é um tanto simplista no que se refere à função e finalidade das cartas. Os símbolos do Tarô são muito ricos e, por isso, usados na arte (em peças de teatro, pinturas, fotografia, música), usado em dinâmicas de grupo, na reflexão ou mesmo em consultas de aconselhamento, orientação e am alguns casos nas leituras preditivas. Seu uso é variado e permite associações eficazes. Não é o Tarô que falha, mas sim, quem o interpreta ou a maneira como é utilizado que pode apresentar equívocos.

 

  • A escolha das cartas é randômica?

Verdade, na maioria das vezes. Assim como uma pessoa abre um livro de frases aleatoriamente para ler algo que sirva para seu momento, no embaralhar das cartas a prática é semelhante. É justamente aí que está o mistério que envolve o jogo: a carta selecionada reflete o momento ou a questão sem que seja escolhido para aquele propósito.

 

  • O Tarô não pode ser usado por pessoas religiosas.

Mentira. Tarô é um baralho, por isso, não tem vontade própria. Se você tem religião e quer aprender o Tarô, não há problema. Assim como se deseja fazer uma consulta, isso não afetará sua fé em sua religião. O trabalho de aconselhamento não está vinculado a uma religião, ainda que alguns segmentos religiosos usem as cartas. Vale dizer que o Tarô não nasceu na religião e, portanto, não tem vínculo obrigatório algum com qualquer crença ou espiritualidade.

 

  • A consulta online é enganação.

Mentira. A menos que se utilize do Tarô sem conhecimento algum, o trabalho online funciona da mesma maneira que o presencial. Muito se fala a respeito da energia ser diferente, porém, o trabalho da taróloga ou do tarólogo é interpretar a carta numa posição de jogo. Isso pode ser feito na frente do consulente/cliente ou à distância. O conteúdo não mudará, tampouco o compromisso do profissional escolhido por você. A leitura presencial não tem mais validade que a leitura online, afinal, o empenho profissional deve ser o mesmo. Quem quer, busca orientação nas cartas. Quem não quer ou não se afina com a ideia, não tem a obrigação de acreditar na prática. Nenhuma dessas opções deve envolver a intolerância à prática oracular, que se dá muitas vezes por falta de informação e desrespeito às escolhas de cada um.

 

  • Qualquer pessoa pode jogar para mim.

Mentira. Comece escolhendo quem fará seu jogo pela identificação com a abordagem profissional. Não adianta escolher alguém que cobra um valor alto demais acreditando que o preço irá garantir qualidade e empatia. Da mesma maneira, não resolverá escolher alguém que não cobra para economizar, pois trata-se de sua vida a ser analisada ali no jogo. Sendo assim, não escolha pelo preço e nem pense na "fama" do profissional. Leia os textos de quem irá te atender, conheça a abordagem da pessoa, avalie se é alguém que fala sua língua e que apresenta competência para te auxiliar no momento.

 

  • Qualquer pessoa pode aprender a jogar Tarô.

Verdade. Alguns profissionais propõem a leitura intuitiva, porém, é totalmente possível aprender a analisar a simbologia das cartas de maneira técnica e racional. Se você não quer ser visto com misiticismo, então, evite mistificar a prática. Saiba que, com dedicação e estudo, é possível aprender o Tarô. O baralho não distingur ninguém, quem se distingue é o praticante.

 

  • Existe preconceito em relação ao Tarô e a quem joga Tarô.

Verdade. O preconceito com o Tarô se dá devido a pouca informação a respeito do assunto. Muitas vezes não se trata de preconceito em si, mas de um hábito em mistificar o Tarô, que o torna pouco crível aos olhos das pessoas com tendência mais racional. Através de estudo, pesquisa e de uma prática despida de mistérios é possível perceber que o Tarô é uma ferramenta útil para esclarecimentos e autoconhecimento. Muito se mistifica ao redor do baralho, mas atualmente o entendimento está ao alcance de quem estiver disponível a rever esses conceitos.

 

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Kelma Mazziero